Cinema: Adaptação de 50 tons de cinza é uma grata surpresa

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A meia noite de quarta para quinta centenas de salas de cinema em todo Brasil estavam lotadas (a maior parte de mulheres). O motivo: a estreia da adaptação cinematográfica de 50 tons de cinza.

Desde que os livros foram lançados levantaram muitas polêmicas, de um lado uma legião de fãs apaixonados, de outro, críticos ferozes sobre a maneira como o sexo foi abordado nos livros. Mas enfim, para o bem ou para o mal, a autora Erika L. James se tornou um sucesso. Em determinadas semanas os três livros atingiram o número de 1 venda por segundo. Impressionante!

Não podia ser diferente com o filme, nas últimas semanas choveram entrevistas com os protagonistas, premières, ensaios fotográficos, pequenas cenas do filme para atiçar a curiosidade de todos e uma trilha sonora de tirar o folego. Mais de 3 milhões e meio de ingressos antecipados vendidos para a estreia e uma estimativa de lucro de 60 milhões de dólares para o primeiro fim de semana. E muito importante, entrando em cartaz com as duas sequências confirmadas e já em pré-produção. E apenas no dia de ontem os números já mostravam recordes de bilheteria em pelo menos cinco países.

Eis que chegou o grande dia.

E sim eu quase surtei por ter que esperar até as 19:30h de ontem para ver o resultado final, mas aqui estou eu, definitivamente orgulhosa e feliz com o que foi feito nessa adaptação.

Se você não leu o livro e espera que o filme seja um pornô, nem vá assistir. Ou vá e se surpreenda. Assim como o livro o filme está envolto no romance de Ana e Christian, e sexo é uma parte do romance obviamente, mas é retratado de forma muito envolvente e sensual, é aquela história sexy sem ser vulgar.

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Pela primeira vez eu gostei de ver um filme e ver a reação das pessoas no cinema, foi um tal de risadas para cá, e muitos gritos de “Gostoso”, “Ô lá em casa”, “Onde eu assino?”, “Nossa!”, “Com um homem desse topo tudo!” e coisas afins.  E no final um “Aaaah” generalizado.

Dakota Johnson deu um ar novo a Ana, eu já amava a personagem, mas a Dak deu mais vida, uma personalidade mais marcante, e mais visível. As cenas improvisadas por ela, a ironia, divertimento, provocação e inocência, tudo foi na medida exata para uma atuação excelente. Fiquem atentos a cena dela bêbada, é hilária. Jamie Dornan, é magnetizante em tela, ele te prende, é exatamente como eu imaginei que Christian deixaria qualquer mulher. A voz dele é um delírio a parte. Ele sustentou o olhar de dominador maníaco por controle a maior parte, mas deixou transparecer a fraqueza, a angustia, a doçura nos momentos que pedia. Confesso que as vezes achava que faltava algo nele, mas tenho um ponto em sua defesa. O livro foi escrito do ponto de vista da Ana, assim a Dakota tinha muito mais material para explorar sua personagem, e além do mais no primeiro livro/filme por mais envolvido que Christian esteja com Ana, ele ainda é o dominador, reservado, que quer exercer controle sobre ela, é só a partir de 50 tons mais escuros que você o conhece melhor.

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Ao contrário do que vinham dizendo Dakota e Jamie tem uma química incrível, eles parecem estar muito a vontade um com o outro, e sendo assim todas as cenas entre eles ficaram muito bonitas.

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Os personagens secundários são bem secundários, não vemos muito, com exceção de Kate, vivida por Eloise Mumford, que sempre aparece linda em cena. A mãe da Ana também me agradou muito. E Max Martini, o Taylor, apesar de ficar distante a maior parte do tempo é maravilhoso, lindo, e aquela voz? Rsrs

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Senti falta de apenas uma cena do livro que não tem no filme. E em alguns momentos achei que as reações do Christian podiam ser tão exageradas quanto no livro. Mas de restante achei que o que foi tirado e o que foi acrescentado contribuiu muito para o bom resultado do filme. Amei a sequência embalada por Love me like you do, da Ellie Goulding, dá um tom jovem e descontraído. Crazy in love da Beyoncé fez bem o seu papel na primeira cena mais forte do filme. A cena da negociação do contrato tende a ser minha preferida como é para Jamie e Dakota, ver sexo sendo discutido como negócio foi interessante e tem toda a tensão sexual quando isso acontece.

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Algumas cenas passam bem rápidas e por isso acho que quem leu o livro tem uma vantagem para entender o que realmente se passou ali. Quando verem a cena deles indo jantar na casa dos pais dele e ele pergunta: “Você tem tudo que precisa?” e ela diz “Sim.” Os leitores entenderão a verdade rsrs.

Para finalizar amei o conceito da última cena, uma sacada interessante. É aquele momento que a cena está acabando e você sente vontade de gritar um “Não!”.

Eu li a trilogia pela primeira vez no meio de 2012, e posso dizer que depois de dois anos e meio o filme não só cumpriu como foi além das minhas expectativas. Como uma amiga disse: “Deram um tom leve a algo que tendia a ser muito sério, tenso, em alguns momentos as cenas em si de sexo chegam até a serem secundárias, apesar de estar sempre presente a tensão sexual.”

Está mais do que recomendado. E que venha 50 tons mais escuros!

Por: Amanda

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